Frente al atentado contra la revista Charlie Hebdo en París

Por: Izquierda Socialista (Argentina)

La mañana del 7 de enero un grupo de encapuchados irrumpió en la redacción de la revista satírica Charlie Hebdo asesinando a doce personas al grito de “vengamos al profeta Mahoma”, en alusión a la caricaturización del fundador del Islam realizada por la revista. Repudiamos firmemente este hecho criminal contra periodistas, humoristas y empleados de la redacción. Sin lugar a dudas constituye un asesinato que no tiene justificación alguna y un ataque repudiable contra la libertad de expresión y las libertades democráticas en general, que se expresa en el multitudinario sentimiento de dolor y solidaridad encarnado en la consigna “Je suis Charlie” (Yo soy Charlie) y en las masivas movilizaciones.

Es de destacar que este tipo de acciones criminales ensucia las justas causas de los pueblos que luchan contra el imperialismo en Medio Oriente y Norte de África. Estos atentados son utilizados por el imperialismo de toda calaña y por sus agentes para desprestigiar a los pueblos árabes y sus luchas antiimperialistas. Así sucedió con el derribamiento de las torres gemelas en 2001, que fue utilizado como excusa para la invasión a Afganistán. Ahora pretenderán fortalecer la línea belicista de Francia y la OTAN con los bombardeos que vienen realizando en Irak y Siria. De la misma manera intentarán usarlos contra los inmigrantes árabes y sus descendientes en Francia, que protagonizaron en los últimos años importantes manifestaciones por sus derechos.

Repudiamos a las organizaciones reaccionarias como Al Qaeda e ISIS, que buscan instaurar dictaduras teocráticas, que fueron financiadas por el imperialismo yanqui y se encuentran amparadas y ligadas a monarquías como Arabia Saudita y otros estados pro imperialistas. Estas organizaciones con sus acciones criminales perjudican la causa palestina contra Israel, la lucha del pueblo kurdo por su autodeterminación, la revolución siria por sus libertades y no hacen más que generar confusión en los pueblos del mundo. Lamentablemente la adhesión de sectores juveniles a estos grupos reaccionarios y ultra religiosos que recurren a estos métodos criminales, tiene sus causas más profundas en el rechazo a la histórica intervención imperialista en Medio Oriente y en los países del mundo árabe, del cual el estado sionista y genocida de Israel es parte fundamental.

De la mano de nuestro más enérgico rechazo a este atentado, ratificamos que no son los gobiernos imperialistas, que intentan ponerse al frente del repudio, los que garantizarán la libertad de expresión. Sino que son los pueblos movilizados los que defenderán las libertades democráticas y terminarán con la opresión imperialista en Medio Oriente, en Europa y en todo el mundo.

Izquierda Socialista en el Frente de Izquierda
8/1/2015

 

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FRENTE AO ASSASSINATO NO CHARLIE HEBDO

FRENTE AO ASSASSINATO NO CHARLIE HEBDO E A MARCHA DE “UNIDADE” ENCABEÇADA POR MERKEL, HOLLANDE E NETANYAHU
Em Fonte: CST PSOL
07 de janeiro, um grupo armado irrompeu na redação da revista satírica Charlie Hebdo assassinado doze pessoas ao grito de “Vingamos o profeta Maomé”. Referiam-se à caricatura do fundador do Islã realizada pela revista.
Repudiamos firmemente este fato criminoso que acabou com a vida de jornalistas, humoristas, empregados da redação e outros funcionários. Sem dúvidas, trata-se de um fato injustificável e um ataque que repudiamos contra a liberdade de expressão e as liberdades democráticas que se expressou no multitudinário sentimento de dor e solidariedade encarnado na palavra de ordem “Je suis Charlie” e nas massivas mobilizações.
Devemos destacar que este tipo de ações criminosas, suja a justa causa dos povos que lutam contra a dominação e exploração imperialista no Oriente Médio e no Norte da África. Estes atentados são utilizados pelo imperialismo e pelos seus agentes para desprestigiar os povos árabes e suas lutas contra o imperialismo.
Isso foi o que aconteceu com o atentado que derrubou as Torres Gêmeas em 2001 que foi utilizado como argumento para justificar a invasão ao Afeganistão.
O imperialismo busca contra atacar com a Marcha da “Unidade Nacional ”do domingo 11/01
Compreendemos a dor e a indignação do povo francês que no domingo dia 11 de janeiro saiu massivamente às ruas para repudiar o atentado. Solidarizamos-nos com os familiares das vítimas e com todos aqueles que participaram da Marcha de forma honesta, em defesa da liberdade.
Mas, a realidade é que a Marcha do dia 11/01, encabeçada por genocidas, repressores, terroristas de Estado e violadores dos direitos democráticos, como Netanyahu não foi convocada para defender as liberdades, nem a fraternidade, nem a igualdade. Pois os governantes e todos os que estavam à frente dela, todos eles, desde Hollande a Sarkozy, passando pela Merkel e Netanyahu são os responsáveis pela aplicação de terríveis planos de ajuste contra os trabalhadores e os povos da Europa que levam ao desemprego, a fome e ao desespero milhões de trabalhadores e jovens. Eles foram e são os que colonizaram de forma cruel assassinado e explorando milhões, como no caso do imperialismo Francês na Argélia ou Vietnã, ou no Oriente Médio, no norte da África, na Ásia e na América Latina, e mantêm uma política genocida, racista e nazista contra o povo palestino. Eles são os que hoje, em meio à crise da economia capitalista por eles criada, fomentam o racismo contra os imigrantes, utilizados durante décadas como mão de obra barata com os salários pior pagos do continente.
Agora, vão tentar se utilizar do criminoso atentado para fortalecer a línea belicista da França e da OTAN com os bombardeios que vem realizando no Iraque e na Síria. Da mesma forma, tentarão usá-los contra os imigrantes árabes e seus descendentes na França e no resto da Europa, imigrantes que protagonizaram nos últimos anos importantes manifestações pelos seus direitos. E o “açougueiro” Netanyahu tentará capitalizar para manter sua política de terror e genocídio contra a população palestina.
Repudiamos assim os dirigentes e os políticos burgueses que organizaram e encabeçaram a marcha, seu conteúdo político e sua hipocrisia, pois longe de garantir a liberdade, querem desencadear uma verdadeira operação de guerra contra os imigrantes e contra todos aqueles que lutam contra suas políticas de ajuste. Não por casualidade, o caricaturista holandês Bernard “Willem” Holtrop, um dos fundadores em 1968 da revista “Charlie Hebdo”, rejeitou neste domingo as mostras de apoio dos “novos amigos”, como o Papa, a Rainha Isabel II, Putin, Marine Le Pen… Tenho de rir, expressou Willem, de 73 anos e agregou que seus colegas “não duvidariam em vomitar sobre esses novos amigos”.
Para mostrar sua hipocrisia, o que fazem e fizeram esses políticos quando Netanyahu passando por cima de todas as resoluções da ONU continua massacrando o povo palestino? Por acaso não se trata de terrorismo de Estado? E quando no México em outro caso de terrorismo de Estado, foram sequestrados e desaparecidos 43 estudantes em Ayotzinapa, que marcha ou repudio mundial impulsionaram?
Al Qaeda e Isis com suas ações terroristas ajudam objetivamente ao imperialismo
Repudiamos as organizações reacionárias como Al Qaeda e Isis, que buscam instaurar ditaduras teocráticas, que em seus inícios foram financiadas pelo imperialismo ianque e estão protegidas e vinculadas a monarquias como a da Arábia Saudi e outros estados pró-imperialistas. Estas organizações com suas ações criminosas prejudicam a causa palestina contra o Estado Racista sionista de Israel; a luta do povo curdo pela sua autodeterminação; a revolução síria pelas suas liberdades e não fazem mais que gerar confusão nos povos do mundo. Infelizmente, a adesão de setores da juventude a estes grupos reacionários e ultra religiosos que apelam a estes métodos criminosos, tem suas causas mais profundas na rejeição à histórica intervenção imperialista no Oriente Médio e nos países árabes, dos quais o estado sionista e genocida de Israel é parte fundamental.
Junto ao nosso enérgico repudio a este atentado, ratificamos que não são os governos imperialistas que tentam se colocar à frente do repúdio os que irão garantir a liberdade, a igualdade e a fraternidade, como milhares de franceses anelavam quando marcharam pelas ruas da França e Paris cantando esperançados o hino “A Marseillese”. Serão os povos mobilizados na Europa, Oriente Médio e no mundo os que poderão acabar com a opressão imperialista e com os grupos reacionários e objetivamente fascistas como Al Qaeda e ISIS, que ajudam os ditadores e imperialistas a derrotar o justo levante dos povos.
Lamentamos e condenamos o massacre perpetrado contra Charlie Hebdo! Mas também repudiamos a hipocrisia e o oportunismo dos chefes de estado que encabeçaram a “Marcha pela Liberdade” enquanto violam sistematicamente os direitos democráticos e tentam utilizar o justo sentimento popular para aplicar suas políticas belicistas a serviço de seus planos de exploração!
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On the re-establisment of diplomatic relations between Cuba and the US

Statement by the International Workers Unity–Fourth International (IWU–FI) on the re-establishment of diplomatic relations between the US and Cuba

The announcement of the re-establishment of diplomatic relations, conducted jointly by Barak Obama and Raul Castro, after more than 50 years of rupture and US blockade has caused a logical impact on the world. This is an important fact about which all kinds of interpretations for the reasons for this change and its scope have opened.

Although it is a partial measure, since the historical blockade has notbeen raised yet, the mere fact that a USA president finally acknowledges, as Obama had to do, that after more than 50 years of rupture of relations and blockade to Cuba “have failed” means a political victory for the Cuban people and the peoples of the world who have fought for decades repudiating these reprisals of imperialism. Together with this, it is a welcome fact the release of Cuban prisoners part of the so-called “Five Heroes” (two had been released long ago), who had been for over 15 years in an US prison and were a claim of peoples and the left of the world. Therefore, as socialists, we reject Raul Castro thanking the Pope and congratulating Obama for this political setback. It was the struggle of more than 50 years of the peoples of Cuba and the world who achieved this political defeat of imperialism.

As we say this, we are also categorical in saying that nothing good can be expected for the Cuban people of this agreement between Obama-Castro and the Vatican. Any interpretation that the restoration of diplomatic relations may bring benefits for the Cuban workers and people is false. Raul Castro and the regime of the Communist Party of Cuba mistakenly open expectations in Obama and the role of the Vatican when it is known that they are only at the service of the exploiters.

Obama had to recognize the historical error of imperialism because they are part of a global crisis of capitalism, with its failure in the Middle East, with the rebellion of the people in North Africa, the struggles of workers and youth against cuts and adjustments and a severe global economic crisis. He then seeks to overcome the crisis with new policies of agreements and investment for the multinationals. Obama wants to repeat what they did with China and Vietnam. In those countries they agreed with the communist dictatorships for US and world multinationals to invest, developing capitalism with starvation wages and super profits. Hence, it is no coincidence that among those who most welcomed Obama’s measures for the lifting of the embargo there is a sector of big American entrepreneurs eager to do business in Cuba. Among them: “Ricky J. Arriola, president of the powerful consortium Inktel; sugar and real estate barons Andres Fanjul and Jorge Pérez; businessman Carlos Saladrigas, and oil tycoon Enrique Sosa, besides other billionaire entrepreneurs, are among the activists for binational approach. Many are of Cuban origin, but they all have US citizenship, so they cannot do business with Cuba by imperative of the embargo” (El País, Spain, 18 December 2014).

Obama changes policy precisely because they are behind with Cuba. Because, given the US blockade, the Cuban regime for many years has been agreeing investments with European and Canadian multinationals and with private investors from Brazil, China, Israel and Venezuela.

While many fighters find it hard to believe, the one-party regime of the Castros began years ago to restore capitalism with a plan similar to that of China and Vietnam. This is the sad reality. And with miserable wages that do not reach US$20 per month and without the rights to strike and to form independent unions.

The advance of capitalism in Cuba and the strong private investment have done nothing but exacerbate social problems of the Cuban people. While, on the other hand, the rich and the wealthy in the areas of government and business grow. In the port of Mariel, in agreement with the multinational Odebrecht and other Brazilian entrepreneurs, a free zone for private companies has already been installed. These business opportunities are those that Obama and many American entrepreneurs see they are missing out on, amid their economic crisis. This is the background to the change and the Obama-Castro agreement.

This agreement does not come about overnight. It is fruit of long secret negotiations conducted behind the Cuban people. Neither Raul Castro nor the Communist Party of Cuba consulted the workers and the people. There has been secret negotiations and agreements between the US and Cuba for years, both of maritime security and of economic measures despite the existence of the blockade. In 2001, for example, the US eased the blockade on food items and since 2003 it has become the first provider of food products to the island, displacing France and Canada. If the US did not lift the blockade then was for political and electoral reasons: fear of losing votes of the Cuban-American community. On the other hand, the Cuban bureaucracy has always politically used the argument of the blockade, although the effect was diminishing, to justify all of its economic policy disasters and hardships of the people.

Our revolutionary socialist current has always defended the socialist gains of the Cuban revolution of 1959, has repudiated all forms of imperialist aggression against Cuba, including the economic blockade and embargo. But we have always been critical of Cuba’s political leadership who was abandoning the socialist banner of the glorious era of Che Guevara. From the 1960s–1970s this leadership became subordinated to the political pacts of the former USSR with imperialism to not promote new socialist revolutions in the world. So in Nicaragua in 1979, Fidel Castro himself recommended to the Sandinistas not to do of Nicaragua a “new Cuba”, i.e. not to advance towards socialism. Also following Moscow, Fidel and Raul Castro imposed an ironclad bureaucracy restricting democratic rights to their people. Then in the 1990s, when the Soviet Union disappeared, they joined with Chavez, and now Maduro, supporting their policy of the false slogan of “Socialism of the XXI Century” to continue holding in Venezuela a capitalist economic structure. Meanwhile, at the same time they agreed to Venezuela subsidizing the weak Cuban economy with oil at low prices, while they restored capitalism with Spanish, Brazilian and Canadian investors.

The crisis in Venezuela, exacerbated now with falling oil prices, did nothing but accelerate the realization of the pact with the US that was being secretly negotiated. Now the Obama-Castro agreement preparesan opening to future Yankee investments. What solution can US investments bring to the Cuban people? None.

Therefore from the IWU–FI we call to continue supporting the Cuban people and their historical demand for the blockade— which is an undemocratic measure, of trampling of sovereignty of the peoples and a remnant of the USA’s colonial policy— to be finally lifted and for a return of Guantanamo to Cuban sovereignty. Within the context that we reject any interference and intervention by US imperialism. We also support the Cuban people’s struggle to regain the lost gains made by the socialist revolution of 1959, for that they must have full democratic rights to form unions and parties, end the one-party regime, and have the right to claim and mobilise to reverse the capitalist restoration and ensure decent wages, as well as the recovery of education and health achieved in the early stages of socialism of Che.

International Workers Unity–Fourth International (IWU–FI)

19 December 2014

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Ante el restablecimiento de relaciones diplomáticas entre EE.UU y Cuba

Declaración de la UIT-CI

El anuncio del restablecimiento de las relaciones diplomáticas, realizado en forma conjunta por Barak Obama y Raúl Castro, luego de más de 50 años de ruptura y bloqueo norteamericano, ha causado un lógico impacto en el mundo. Se trata de un hecho relevante sobre el cual se ha abierto todo tipo de interpretaciones de las razones de este cambio y sus alcances.

Aunque se trata de una medida parcial, ya que el bloqueo histórico no se ha levantado aún, el solo hecho de que un presidente de los EE.UU finalmente reconozca, como lo tuvo que hacer Obama, que los más de 50 años de ruptura de relaciones y bloqueo a Cuba “no han servido”, significan un triunfo político para el pueblo cubano y los pueblos del mundo que han luchado durante décadas repudiando estas represalias del imperialismo. Junto a ello es un hecho positivo la liberación de los presos cubanos que forman parte de los llamados “Cinco héroes” (dos habían sido liberados tiempo atrás), que llevan más de 15 años presos en EE.UU y que eran un reclamo de los pueblos y de la izquierda mundial. Por eso, como socialistas, rechazamos que Raúl Castro agradezca al Papa y felicite a Obama por este retroceso político. Fue la lucha de más 50 años de los pueblos de Cuba y del mundo los que lograron esta derrota política del imperialismo.

Como decimos esto,  también somos categóricos en afirmar que nada bueno se puede esperar para el pueblo cubano de este acuerdo entre Obama-Castro y el Vaticano. Es falsa toda interpretación de que el restablecimiento de relaciones diplomáticas, pueda traer beneficios para los trabajadores y el pueblo cubano. Raúl Castro y el régimen del PC cubano abren equivocadamente expectativas en Obama y en el rol del Vaticano cuando es sabido que estos sólo están al servicio de los explotadores.

Obama debe reconocer el error histórico del imperialismo porque son parte de una crisis global del capitalismo, con su fracaso en Medio Oriente, con la rebelión de los pueblos en Norte de Africa, las luchas de los trabajadores  y de la juventud contra los recortes y los ajustes y con una grave crisis económica mundial. Busca entonces superar su crisis con nuevas políticas de pactos e inversiones de las multinacionales. Obama quiere repetir lo que ya hicieron con China y Vietnam. En esos países pactaron con dictaduras comunistas para que se instalaran las multinacionales norteamericanas y del mundo, desarrollando un capitalismo con salarios de hambre y  superganancias. Por eso no es casual que entre quienes más saludan las medidas de Obama y piden el levantamiento del embargo, esté un sector de grandes empresarios norteamericanos deseosos de hacer negocios en Cuba.  Entre ellos están  “Ricky J. Arriola, presidente del poderoso consorcio Inktel; los magnates del azúcar y del sector inmobiliario Andrés Fanjul y Jorge Pérez; el empresario Carlos Saladrigas, y el petrolero Enrique Sosa, además de otros emprendedores multimillonarios, figuran entre los activistas del acercamiento binacional. Muchos son de origen cubano, pero todos tienen la ciudadanía estadounidense, por lo que no pueden hacer negocios con Cuba por imperativo del embargo”. (El País, España,18/12/14)

Justamente Obama cambia de política porque están atrasados con Cuba. Porque, dado el bloqueo yanqui, el régimen cubano hace años que viene pactando inversiones con multinacionales europeas y de Canadá y con inversionistas privados de Brasil, China, Israel o Venezuela.

Aunque a muchos luchadores les cueste creerlo, el régimen de partido único de los Castro, hace años que empezó a restaurar el capitalismo con un plan semejante al de China y Vietnam. Esta es la triste realidad. Y además con salarios miserables que no llegan a 20 dólares por mes y sin derecho a huelga ni a formar sindicatos independientes.

El avance del capitalismo en Cuba y las fuertes inversiones privadas no han hecho más que agudizar los problemas sociales del pueblo cubano. Mientras, por otro lado, crecen los ricos y los acomodados  en las esferas del gobierno y de las empresas. En el puerto de Mariel, en acuerdo con la multinacional Odebrecht y otros empresarios brasileros, ya se instaló una zona franca para empresas privadas. Estas oportunidades de negocios son las que Obama y muchos empresarios norteamericanos ven que se están perdiendo, en medio de su crisis económica. Este es el trasfondo del cambio y del acuerdo Obama-Castro.

Este acuerdo no surge de un día para otro. Es fruto de largas negociaciones secretas, realizadas a espaldas del pueblo cubano. Ni Raúl Castro ni el PC cubano consultaron a los trabajadores y al pueblo. Hace años que hay negociaciones y acuerdos secretos entre EE.UU y Cuba, tanto de colaboración de seguridad marítima como en medidas económicas pese a la existencia del bloqueo. En el 2001, por ejemplo, EE.UU flexibilizó el bloqueo en el rubro alimentos y desde el 2003 se convirtió en el primer proveedor de la isla en productos agroalimentarios, desplazando a Francia y Canadá. Si entonces no levantó el bloqueo fue por razones político-electorales: el temor a perder votos de la comunidad cubano-norteamericana. Por otro lado, la burocracia cubana siempre utilizó políticamente el argumento del bloqueo, aunque su efecto fuera cada vez menor, para justificar todos los desastres de su política económica y las penurias del pueblo.

Nuestra corriente socialista revolucionaria siempre ha defendido las conquistas socialistas de la revolución cubana de 1959, ha repudiado toda forma de agresión imperialista a Cuba, entre ellos el bloqueo y el embargo económico. Pero siempre hemos sido críticos de la dirección política cubana que fue abandonando las banderas del socialismo de la gloriosa época del Che Guevara.  Desde los años 60-70 se subordinó a la política de pactos con el imperialismo de la ex URSS para no impulsar nuevas revoluciones socialistas en el mundo. Por eso en la Nicaragua de 1979, el propio Fidel Castro les recomendó a los sandinistas que no hicieran de Nicaragua “una nueva Cuba”, o sea que no avanzaran al socialismo. Siguiendo también  a Moscú, Fidel y Raúl Castro impusieron una férrea burocracia restringiendo los derechos democráticos a su pueblo. Luego, en los 90, cuando desapareció la Unión Soviética, se unió con Chávez, y ahora Maduro, avalando su política del falso slogan del “Socialismo del Siglo XXI”  para seguir sosteniendo en Venezuela una estructura económica capitalista. Mientras, a su vez pactaban que Venezuela  subsidiara a la endeble economía cubana con petróleo a bajo precio mientras restauraban el capitalismo con inversores españoles, brasileras y canadienses.

La crisis de Venezuela, agudizada ahora con la caída de los precios del petróleo, no hizo más que acelerar la concreción del pacto con EE.UU que ya se venía negociando secretamente. Ahora el acuerdo  Obama-Castro prepara una apertura a futuras inversiones yanquis. ¿Qué solución podrán traer las inversiones norteamericanas al pueblo cubano? Ninguna.

Por todo ello desde la UIT-CI llamamos a seguir apoyando al pueblo cubano y a su histórico reclamo para que se levante definitivamente el bloqueo, que es una medida antidemocrática, de avallamiento de la soberanía de los pueblos y un resabio de la política colonial de EEUU, y que devuelvan Guantánamo a la soberanía cubana. En el marco que rechazamos toda injerencia e intervención del imperialismo norteamericano. También apoyamos la lucha del pueblo cubano para recuperar la pérdida de las conquistas logradas por la revolución socialista del 59, para ello debe tener plenos derechos democráticos para formar sindicatos y partidos,  terminar con el régimen de partido único, y  tener el derecho a reclamar y movilizarse para revertir la restauración capitalista y garantizar salarios dignos, como la recuperación de la educación y la salud logradas en los primeros tiempos del socialismo del Che.

Unidad Internacional de los Trabajadores-Cuarta Internacional (UIT-CI)

19 de diciembre de 2014

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In support of the global campaign to free abducted Syrian fighters

We join and call to support the global campaign against the kidnapping of Samira al-Khalil (*), Razan Zeitoona, Wael Hammada, and Nazem Hammadi, carried out against al-Assad opposition activists who were unarmed. About the kidnappers all indications intersect with the group of “Jaish Al-Islam” (Islam Army) and their leaders who have effective authority in Douma.

In Syria the struggle begun in 2011 to end the criminal dictatorship of Bashar al-Assad has produced thousands murdered by the regime as well as thousands missing and displaced.

In this process have also emerged reactionary Islamic groups (ISIS and others) acting as fifth columns, backed by Saudi Arabia and other reactionary regimes in the region, distorting the just cause to end with al-Assad. In turn, the US military intervention serves to end the rebellion of the people against the reactionary regimes in the region and preserves its interests and those of Israel.

In this context the IWU–FI does not hesitate to join the campaign and calls to spread in the world demanding freedom for the Syrian activists Samira Al-Khalil, Razan Zeitoona, Wael Hammada, and Nazem Hammadi.

International Workers Unity – Fourth International (IWU–FI)

Izquierda Socialista de Argentina; KRD de Alemania; Alternativa Revolucionaria del Pueblo, Bolivia; Corriente Socialista de los Trabajadores, (CST-PSOL), Brasil, Movimiento Socialista de los Trabajadores (MST) de Chile, Alternativa Socialista, Colombia, Lucha Internacionalista, Estado Español; Socialist Core, EE,UU; Partido Obrero Socialista (POS-MAS), México; Partido de los Trabajadores y el Pueblo, Panamá, Unios en la Lucha, Perú; Partido de la Democracia Obrera (IDP), Turquía, Partido Socialismo y Libertad (PSL), Venezuela.

7 December 7 2014

(*) Samira al-Khalil is the wife of Syrian activist and writer Yassin al-Haj Saleh. Razan Zeitoona, is founder of the Local Coordination Committees against al-Assad, Hammada is her husband and Hammadi a lawyer and activist.

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Adherimos a la campaña mundial por luchadores sirios secuestrados

Nos sumamos y llamamos a apoyar la campaña mundial contra el secuestro de Samira Al-Khalil (*), Razan Zeitoona, Wael Hammada, y Nazem Hammadi, realizado contra activistas  opositores a Al Assad que estaban desarmados. Sobre los autores del secuestro todos los indicios se cruzan con el grupo de “Jaish al-Islam” (Ejército del Islam) y sus líderes que tienen autoridad efectiva en Douma.
En Siria la lucha iniciada en el 2011 por terminar con la dictadura criminal de Bashar Al Assad ha producido miles de asesinados por el régimen como miles de desaparecidos y desplazados.
En ese proceso también han surgidos grupos islámicos reaccionarios (ISIS y otros) que actúan de quinta columnas, avalados por Arabia Saudita y otros regímenes reaccionarios de la región, que distorsionan la causa justa de acabar con Al Assad. A su vez la  intervención militar de EE.UU  está al servicio de terminar con la rebelión de los pueblos contra los regímenes reaccionarios de la región y preserva sus intereses y los de Israel.
En este marco la UIT-CI no duda en adherir a la campaña y llama a difundir en el mundo el reclamo de libertad para los activistas sirios Samira Al-Khalil, Razan Zeitoona, Wael Hammada, y Nazem Hammadi.
Izquierda Socialista de Argentina; KRD de Alemania; Alternativa Revolucionaria del Pueblo, Bolivia; Corriente Socialista de los Trabajadores, (CST-PSOL), Brasil, Movimiento Socialista de los Trabajadores (MST) de Chile, Alternativa Socialista, Colombia, Lucha Internacionalista, Estado Español; Socialist Core, EE,UU; Partido Obrero Socialista (POS-MAS), México; Partido de los Trabajadores y el Pueblo, Panamá, Unios en la Lucha, Perú; Partido de la Democracia Obrera (IDP), Turquía, Partido Socialismo y Libertad (PSL), Venezuela.
 
Unidad Internacional de los Trabajadores.-Cuarta Internacional (UIT-CI)
 7 de diciembre de 2014
(*) Samira Al-Khalil, es la esposa del activista y escritor sirio Yassin al.Haj Saleh. Razan Zeitoona, es  fundadora de los Comités de Coordinación Locales contra Al Assad, Hammada es su marido y Hammadi abogado y activista.
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Yassin al-Haj Saleh: “The International left is suffering a major crisis”

Interview with Yassin al-Haj Saleh, Syrian writer and activist. Bashar al-Assad’s political prisoner for 16 years between 1980 and 1996. He has been living in Istanbul this last year. Interview conducted by Lucha Internacionalista (Internationalist Fight – LI) from the Spanish State and İşçi Demokrasisi Partisi (Workers Democracy Party – IDP) from Turkey.

IDP/LI: Obama threatens to attack the ISIS in Syria … and the Assad regime greets him offering itself as an ally of the West against terror. Iran plays in the same way.

YH: I’ve always thought that the best way to act against the ISIS was helping Syrians against the Assad regime. Not only because the regime is tyrannical and sectarian, but because it actually is a terrorist regime, which uses the jihadists fascist groups and manipulated them in Iraq and Lebanon in the years before the Syrian revolution. I see the plans of Western attacks on ISIS — without helping the Syrians against Assad, without addressing the political and social roots of the struggle Syria — as another betrayal of our people, after three years asking for help against the criminal regime. We must not forget the shameful reaction of the West after the chemical slaughter a year ago. The ISIS, with their inhuman ways, has capitalized much on this way of treating such a heinous crime.

IDP/LI: How can you explain the rapid growth of ISIS? What role did it play in the 5th column of the Syrian revolution?

YH: There is no simple explanation for its growth. First, they have increased the nihilistic tendencies in the consciousness of many Syrians (and Iraqi). It’s the result of long injustices and lack of confidence in the global institution. Second, the ISIS has a project, a kind of “nation building”, applied with a ruthless determination.

Third, the Assad regime was glad of the rise of ISIS, an ultra-extremist entity that lends credibility to his discourse of fighting terrorism. It is a known fact that currently the regime avoidsthe ISIS, attacking only the resistance against the regime.

The ISIS, many of whose members were Iraqi Ba’athists, is beneficial to the regime because it is a killing machine, although less effective than the Assad regime, it matches and surpasses it in the brutality and in the spectacular nature of their crimes. It destroys the popular movements, abducts or murders activists against the regime, and this is the only thing in the world that one can justifiably say that it is worse than the regime itself.

IDP/LI: Three years after the start of the revolution, many political groups claim that the revolution turned into a sectarian civil war. Do you agree with this idea? How do you consider the current situation of the Syrian revolution?

YH: It is true that there isa large sectarian element in the Syrian struggle, which has increased its presence in the last two years. But the world of sects is not separate from world of classes. Sectarianism in my view is a class ideology, not an ideology of identity.

It is a tool to divide the popular movements and to protect the social and political system established on the basis of privilege and monopoly of power and wealth. This is true for the regime, but also for certain groups fighting against it. They use sectarianism as a method to mobilize people under their leadership.

The situation now is very difficult. The national structure of the fight collapsed in the past two years. We have Iranians, Lebanese, Iraqis and others fighting the regime, and jihadists of many countries fighting with ISIS. I think the role of the US is no less criminal than that of Russia in planning the destruction of our country, and the role of Israel is no less destructive than that of Iran. At the same time the traditional opposition failed miserably when it was time to convey our problems or at least to save the dignity of the people and the dignity of the revolution.

IDP/LI: It seems that resistance is concentrating in Aleppo. Is this true? What is the situation there?

YH: Aleppo is important because it is the place with the three factions of our struggle: the regime, ISIS, FSA and moderate Islamic groups.

It is also the country’s largest city. If the regime lost Aleppo completely it would lose the argument that represents the unity of Syria. It would seem that it would bring about a new era in Syria if ISIS or the regime dominate Aleppo definitely. There are other fronts of the fight in Deera, in the south. In eastern Ghouta, near Damascus, in the province of Idlib not far from Aleppo, but the latter is vital for the fate of the revolution and for any possible agreement in the future.

IDP/LI: Are still alive the self-organizations such as the committees of the Syrian people that emerged with the revolution?

YH: They suffered much in 2013 and 2014. Their golden age was in 2011 and 2012. There was room for creative activities in the levels of organization, protest, documentation, media coverage, logistics, medical services, comfort, etc. But the dynamics of the militarization led to a situation where these groups controlled military activities, limiting civilians to a minimum. This benefited the fight against the regime’s aggression, but they created power structures that are not revolutionary.

The fate of Razan Zeitoona, the famous and respected founder of the Local Coordination Committees is exemplary at this level. Razan was kidnapped by the Islamic Army in eastern Ghouta in December 2013. My wife Samira al Khalil, Wael Hammada, husband of Razan, and lawyer and activist Nazem Hammadi were abducted with Razan, without knowing anything of them for a long time.

IDP/LI: Comment on the role of the Syrian Kurds in the revolution.

YH: It’s a contradictory role. The Kurdish military power is worseenemy of Turkey than of the Syrian regime. They are related with the PKK [Kurdistan Workers’ Party] in Turkey, the country that myopically helped Islamic groups against the Kurds. Perhaps this policy of the AKP [Justice and Development Party] government in Turkey led to the arrival of thousands of jihadists to Syria.

I mean to say that the Kurdish struggle in Turkey, one of the biggest allies of the Syrian opposition, left a very bad image of the role of Syrian Kurds in the revolution. There was never any confrontation between the PYD [Democratic Union Party] and the regime. There are isolationist elements in the policy of the PYD during the revolution.

The right thing, in my opinion, is to make a broad alliance against the regime and ISIS, with Kurds, Arabs and all, oriented towards the liberation of Syria from both of them in order to build a new regime, in which Arabs and Kurds are equal, as individuals and as ethnic groups.

The greater the role of the Kurds in this struggle, the more they will share in the future Syria. The problem is that the Kurds have not sensitised themselveseitherto follow a pan-Kurd plan, that would keep them together with the Kurds of Turkey and Iraq, or their own plan for Syria, which could make common cause with other Syrians.

IDP/LI: During the three years of the revolution, the international left could not really build a solidarity network with the Syrian revolution. However, while the revolution continues this enormous task is pending. What are the tasks of the international left to advance the Syrian revolution, what kind of specific international campaigns can be built for the Syrian revolution?

YH: I think that the international political left suffers a great crisis that affects their vision of the world today, their role, their self-awareness, their organization… The general thinking of the left is conservative, outdated, if not reactionary. The majority are satisfied with the positions against the US, with monsters like Putin in Russia, Assad in Syria, the regime of the ayatollahs in Tehran.

They talk a lot against imperialism, but to my knowledge they practically do nothing to help or even understand the persecuted struggle against local oppressors or against imperialism and its clients. What I find most despicable of the international left is that they know nothing about Syria, about its history, about our struggle for justice and freedom in the past.

They always identified our country with the fascist regime of Assad, and know very little about the regime. Do they know, for example, that Bashar inherited his position as head of the ”Republic” from his brutal father who ruled the country for 30 years? If this seems good, why don’t they come to live under this cruel regime? In August 2013 they thought their duty dictated they should be against America’s intentions to punish the fascist regime that killed 1,466 people in one night. They reassured the Obama administration at this time, in coordination with “imperialist” Russia, agreeing that the criminal regime would be disarmed of its chemical weapons, but would have international license to kill Syrians with any other weapon. Their problem was not the war, because this served to contain the revolution from day one, their problem was with the punishment of the criminal.

They didn’t see that the task was progressive and that the Americans were looking for any excuse not to do so. As Syrian I find this position as sordid and inhuman as the Obama administration position.

Nor are they different from this administration. The latter eliminated chemical weapons and allowed the regime to continue with its murderous work, these leftists protested against an imaginary war, against the criminal, and they never saw anything wrong with the murderous regime! There are however some individuals and groups who saved the dignity of the international left and represent the dignity of the left. As Syrian and actor in this terrible struggle, I wanted to express my deepest respect for them, in Turkey, Spain and other countries.

Interview by IDP and LI, Turkish and Spanish State sections of the IWU–FI

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Yassin al-Haj Saleh: «La izquierda internacional sufre una gran crisis»

Entrevista con Yassin al-Haj Saleh, escritor y activista sirio. Prisionero político de Bashar Al Assad 16 años entre 1980 y 1996. Ha vivido en Estambul este último año. Realizada por LI y el IDP de Turquía.

IDP y LI:Obama amenaza con atacar al ISIS en Siria… y el régimen de Assad lo saluda ofreciéndose a sí mismo como aliado de Occidente contra el terror. Irán juega de la misma manera.

YH:Siempre he pensado que la mejor manera de actuar contra el ISIS era ayudar a los sirios contra el régimen de Assad. No solo porque el régimen es tiránico y sectario, sino porque de hecho es un régimen terrorista, que utiliza a los grupos fascistas yihadistas y los manipulaba en Irak y Líbano en los años anteriores a la revolución siria. Veo los planes de ataque occidentales contra el ISIS -sin ayudar a los sirios contra Assad, sin abordar las raíces políticas y sociales de la lucha siria- como otra traición hacia nuestro pueblo, después de tres años pidiendo ayuda contra el régimen criminal. No debemos olvidar la vergonzosa reacción de occidente después de la masacre química de hace un año. El ISIS, con sus maneras inhumanas, capitalizó mucho de esa forma de tratar un crimen tan atroz.

IDP y LI:¿Cómo puedes explicar el rápido crecimiento del ISIS? ¿Qué papel jugó en la 5ª columna de la revolución siria?

YH:No hay una explicación simple para su crecimiento. Primero, han aumentado las tendencias nihilistas en la conciencia de muchos sirios (e iraquíes). Es el resultado de largas injusticias y la falta de confianza en la institución mundial. Segundo, el ISIS tiene un proyecto, una especie de “construcción nacional”, aplicada con una cruel determinación.

Tercero, el régimen de Assad se alegró del auge del ISIS, una entidad ultraextremista que le da credibilidad a su discurso de lucha contra el terrorismo. Es un hecho conocido que actualmente el régimen evita al ISIS, atacando solo a la resistencia contra el régimen.

El ISIS, muchos de cuyos miembros eran baasistas iraquíes, es beneficioso para el régimen porque es una máquina de matar, aunque menos efectiva que el régimen de Assad, lo iguala en brutalidad y lo sobrepasa en el carácter espectacular de sus crímenes. Destruye los movimientos populares, secuestra o asesina a los activistas contra el régimen, y es la única cosa en el mundo de la que se puede decir justificadamente que es peor que el propio régimen.

IDP y LI:Tres años después de que comenzara la revolución, muchos sectores políticos afirman que la revolución se convirtió en una guerra civil sectaria. ¿Estás de acuerdo con esta idea? ¿Cómo consideras la actual situación de la revolución siria?

YH:Es cierto que hay un gran elemento sectario en la lucha siria, que ha incrementado su presencia en los últimos 2 años. Pero el mundo de las sectas no está separado del mundo de clases. El sectarismo a mi modo de ver es una ideología de clase y no una ideología de identidad.

Es una herramienta para dividir los movimientos populares y para proteger el sistema social y político establecido en base a privilegios y al monopolio del poder y la riqueza. Esto es cierto para el régimen, pero también para ciertos grupos que luchan contra él. Emplean el sectarismo como método para movilizar a la gente bajo su liderazgo.

La situación ahora mismo es muy difícil. La estructura nacional de la lucha colapsó en los últimos dos años. Tenemos iraníes, libaneses, iraquíes y otros luchando contra el régimen, y yihadistas de muchos países que están luchando con el ISIS. Creo que el papel de los EE.UU. no es menos criminal que el de Rusia en la planificación de la destrucción de nuestro país, y el papel de Israel tampoco es menos destructivo que el de Irán. Al mismo tiempo la oposición tradicional falló miserablemente a la hora de transmitir nuestros problemas o al menos para salvar la dignidad del pueblo y la dignidad de la revolución.

IDP y LI:Parece que la resistencia se está concentrando en Alepo. ¿Es esto cierto? ¿Cuál es la situación allí?

YH:Alepo es importante porque es el lugar con las tres facciones de nuestra lucha: el régimen, el ISIS, la FSA y grupos islámicos moderados.

También es la ciudad más grande del país. Si el régimen perdiese Alepo completamente perdería el argumento de que representa a la unidad de Siria. Parecería que se entraría en una nueva era en Siria si el ISIS o el régimen dominasen Alepo definitivamente. Hay otros frentes de la lucha en Deera, en el sur. En el este de Ghouta, cerca de Damasco, en la provincia de Idlib no muy lejos de Alepo, pero este último es vital para el destino de la revolución y para cualquier tipo de acuerdo posible en el futuro.

IDP y LI: ¿Están aún vivas las auto organizaciones como los comités del pueblo sirio que emergieron con la revolución?

YH:Sufrieron mucho en 2013 y 2014. Su edad dorada fue en 2011 y 2012. Había espacio para actividades creativas en los niveles de organización, protesta, documentación, cobertura de medios, logística, servicios médicos, consuelo, etc. Pero la dinámica de la militarización llevó a una situación en la que los grupos militares controlaban estas actividades, limitando las civiles al mínimo. Esto benefició la lucha contra la agresión del régimen, pero crearon estructuras de poder que no son revolucionarias.

El destino de Razan Zeitoona, la famosa y respetada fundadora de los Comités de Coordinación Local es ejemplar a este nivel. Razan fue secuestrada por el Ejército Islámico en el este de Ghouta en diciembre de 2013. Mi mujer Samira al Khalil, el marido de Razan Wael Hammada, y el abogado y activista Nazem Hammadi fueron raptados con Razan, sin que se sepa nada de ellos desde hace mucho tiempo.

IDP y LI:Comenta el papel de los kurdos sirios en la revolución.

YH:Es un papel contradictorio. El poder militar kurdo es más enemigo de Turquía que del régimen sirio. Están relacionados con el PKK de Turquía, el país que, miopemente ayudó a grupos islámicos contra los kurdos. Tal vez esta política del gobierno del AKP en Turquía provocó la llegada de miles de yihadistas a Siria.

Quiero decir que la lucha kurda en Turquía, uno de los mayores aliados de la oposición siria, dejó una muy mala imagen del papel de los kurdos sirios en la revolución. Nunca hubo confrontación entre el PYD y el régimen. Hay elementos aislacionistas en la política del PYD durante la revolución.

Lo correcto, en mi opinión, es hacer una amplia alianza contra el régimen y el ISIS, con kurdos, árabes y todos, orientados hacia la liberación de Siria de los dos para construir una de nueva, en la que los árabes y los kurdos fueran iguales, como individuos y como etnias.

Cuanto mayor sea el papel de los kurdos en esta lucha, tanto más compartirán en la futura Siria. El problema es que los kurdos no se han mentalizado tampoco para seguir un plan pankurdo, que les mantuviera unidos con los kurdos de Turquía e Irak, o uno propio para Siria, que pudiera hacer causa común con otros sirios.

IDP y LI:Durante los tres años de la revolución, la izquierda internacional no pudo realmente construir una red solidaria con la revolución siria. Sin embargo, en tanto que la revolución continua, esta enorme tarea aún está pendiente. ¿Cuáles son las tareas de la izquierda internacional para el avance de la revolución siria, qué tipo de campañas internacionales concretas se pueden construir para la revolución siria?

YH:Creo que la izquierda política internacional sufre una gran crisis, que afecta a su visión del mundo actual, su papel, su autoconocimiento, su organización… El pensamiento general de la izquierda es conservador, anticuado, cuando no reaccionario. La mayoría están satisfechos con las posiciones contra los EE.UU., con monstruos como Putin en Rusia, Assad en Siria, y el régimen de los Ayatolás en Teherán.

Hablan mucho contra el imperialismo, pero según mis conocimientos prácticamente no hacen nada para ayudar o ni siquiera entender la perseguida lucha contra los opresores locales o contra el imperialismo y sus clientes. Lo que encuentro más despreciable de la izquierda internacional es que no saben nada sobre Siria, sobre su historia, sobre nuestra lucha por la justicia y la libertad en el pasado.

Siempre identificaron nuestro país con el régimen fascista de Assad, y saben muy poco sobre el régimen. ¿Saben, por ejemplo, que Bashar heredó su puesto de jefe de la “república” de su brutal padre que gobernó el país durante 30 años? Si esto les parece bien, ¿por qué no vienen a vivir bajo este régimen cruel? En agosto de 2013 ellos pensaron que su deber dictaba estar contra las intenciones de América de castigar al régimen fascista que mató a 1.466 personas en una noche. Tranquilizaron a la administración de Obama en aquél momento, en coordinación con la “imperialista” Rusia, acordando que el régimen criminal sería desarmado de sus armas químicas, pero tendría licencia internacional para matar sirios con cualquier otra arma. Su problema no era con la guerra, porque esta servía para contener la revolución desde el primer día, su problema estaba con el castigo del criminal.

No vieron que la tarea era progresiva y que los americanos buscaban cualquier pretexto para no hacerlo. Como sirio encuentro esta posición tan sórdida e inhumana como la de la administración de Obama.

Tampoco son diferentes de esta administración. Ésta eliminó las armas químicas y permitió que el régimen siguiera con su trabajo asesino, ¡esos izquierdistas protestaron contra una guerra imaginaria contra el criminal, y nunca vieron nada malo en el régimen asesino! Hay sin embargo algunos individuos y grupos que salvaron la dignidad de la izquierda internacional y que representan la dignidad de la izquierda. Como sirio y como actor en esta terrible lucha, quería expresar mi más profundo respeto hacia ellos, en Turquía, en España y en otros países.

Entrevista realizada por IDP y LI, secciones turca y del estado español de la UIT-CI

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Solidarity with the Kurdish people’s resistance in Kobani!

The city of Kobani, with a population predominantly Kurdish in northern Syria, had been controlled by the Kurdish people through the process of popular rebellion started in 2011 against the dictatorship of Bashar al-Assad. And since then they have been exercising their self-government defended by the Kurdish People’s Protection Units (YPG). For some weeks now Kobani is being attacked by the reactionary forces of the Islamic State (ISIS) with the complicity of the Turkish government, which has blocked the entry of humanitarian aid, weapons and Kurdish fighters of Turkey to fight alongside their Syrian brothers, who are exposed to a slaughter.

Turkey is part of the “international coalition” headed by the United States, with support from the European powers and the Arab monarchies, which has only militarily faced the Islamic State when this has threatened their interests. For two years ISIS has massacred the peoples of Syria as a fifth column of the revolution, with the blessing of al-Assad’s regime. It was not until its expansion into Iraq (see IWU-FI statement of 28 August 2014), when ISIS put in check the regime imposed by the US on its withdrawal, that this coalition was organized. Far from any humanitarian purpose, the imperialist intervention in Iraq, and later in Syria, only seeks to stabilize the hated regimes in Baghdad and Damascus. As we said in August, only the people of Syria and Iraq will get rid of the Islamic State and these regimes which have created the breeding ground for the expansion of the self-styled “caliphate”. We therefore condemn the imperialist intervention and affirm that it does nothing for those in Syria and Iraq fighting for peoples’ rights of and social justice.

Turkey has joined the coalition, but it is reluctant to intervene militarily in Syria, first because it is not willing to do the dirty work on land while Obama avoids sending more soldiers to die in the region. For years, the Turkish government has allowed the development of ISIS and has kept Kobani under a blockade to weaken the Kurdish movement.

When Obama named ISIS as enemy number one and began the bombings in Syria, it was clear that this benefited the genocidal al-Assad. Since then the pressure on Turkey to join in the bombings began. The Turkish government of Erdogan countered with a “buffer zone” with its troops in northern Syria, whose main objective would be to destroy Kurdish autonomy. The Turkish Prime Minister said clearly: the exclusion zone would allow to “continue fighting separatist terrorist organizations”. The situation of Kobani put all contradictions on the table. If the city fell massacred by the Islamic State under the impassive gaze of Turkish tanks, the whole policy of NATO was laid bare. But the Turkish government insisted on its project of liquidation.

The outcome of the disagreement between Erdogan and Obama materialized on 20 October, when the United States and Turkey gave entry to an ally that has always been true to their interests: Nechervan Barzani, head of the Kurdish government in northern Iraq. US aircraft had already released 24 tons of weapons and medicines directly to YPG (Kurdish People’s Protection Units) in Kobani about a week before. On the other hand, Turkey announced that it would cross the border into Iraq to fight Kurdish peshmergas in the besieged city, but not the volunteers Kurds of Turkey. For years Barzani has been a declared enemy of the PKK (Kurdistan Workers’ Party) and also had not provided any significant assistance to Syrian Kurds, whose autonomy he did not recognize until a few days ago. The aim of imperialism, agreed with Erdogan, is trying to get Barzani to assume control of Kobani limiting a true Kurdish autonomy. Actually it was the pressure of the heroic resistance in Kobani and the solidarity it has awakened in the world, what forced imperialism to take this step.

The objectives of ISIS in Kobani

The purpose of ISIS is twofold. On one hand, to crush the autonomy and democratic achievements of the Kurdish people in Kobani and the recognition of the rights of the Kurdish people in the revolutionary process in Syria. Furthermore, to continue their brutal expansion with the conquest of Cizre, located on the eastern tip of Syria and which has an important oil field (Rimela), which would allow ISIS to have all the oil fields under their control and to meet their financing needs.

ISIS attack on Kobani is also the prelude to their advance on Aleppo, where continues the heroic resistance of the Syrian rebels cornered by jihadists of ISIS in the north and in the south by the criminal forces of the regime of Bashar al-Assad, who have not ceased even for a single day bombing neighbourhoods with barrels of dynamite. If ISIS achieves these goals, it would have captured every major city in northern Syria, getting an exit to the sea for landlocked Afrin. This scenario would allow a more efficient organizational structure, to continue increasing the fighters in its ranks and to consolidate its position by attacking the Syrian revolution by the rear-guard.

Support for the resistance of Kobani

Our duty as revolutionary socialists is to be unconditionally on the side of the Kurdish people and their organizations against this barbaric advance. This brings us to also repudiate the complicity of the Turkish government of Erdogan, who once again shows an absolute hypocrisy. While talking of continuing their “peace process” with the PKK, as a NATO member Turkey keeps the Kurdish organization on the blacklist of terrorists and has the nerve to assert that it faces “all terrorists”, identifying the Kurdish organizations in Syria, the Democratic Union Party (PYD) and Turkey’s PKK to the Islamic State. Erdogan does not conceal his hostility to the Kurds in Syria, who, like the Syrian rebels, are the ones militarily confronting the Islamic State. He even denied them refugee status.

The heroic resistance of Kobani shows the fighting capacity of the Kurdish people who, regrettably, do not have a leadership to provide an outlet for their national and social aspirations. The Kurds, split into four states by colonialism, have seen how their leaders, from the PKK, to the PYD and Barzani’s KDP (Kurdistan Democratic Party), abandoned their democratic right to self-determination and were merely limited to claim cultural rights in a quest to find an accommodation in each country and falling back into its territory rather than participate in the struggles to overthrow these hated regimes. It was against the sceptical positions of the PKK leadership that many Kurds participated individually in the fight against Erdogan in the mobilizations of Taksim Square. The Syrian Kurds, retracted in their cantons, were not involved in the revolt against al-Assad, who did not acknowledge them either.a liquidation strategy, or at least of control of the Kurdish national movement under the showcase of the peace process. This same approach is now being applied in Kobani. The Turkish state has adopted a hostile attitude towards the Kobani experience from the beginning; given this is a dangerous example for Kurds in Turkey. Hence the attempts to block Kobani with the closure of borders — which had been opened wide for ISIS.

All this showcases that the true liberation and freedom of the Kurdish people lies not in isolated projects of democracy with ambiguous class character and / or in diplomatic balance of power games. It is in the common struggle of the workers and the masses of the region against imperialism and the reactionary forces of the region, and against its own bourgeoisie.

Kobani’s defence has also led to the unity of action on the military front of the Kurdish organizations and Syrian rebels. The command of the Kurdish People’s Protection Units (YPG) announced in a press release (19 October) an agreement with units of the Free Syrian Army to fight together in Kobani and elsewhere in Syria. This is great news. This shows that the only way out for the masses is the unification of the Kurdish struggle for national liberation and of the Syrian masses who fight against al-Assad, in a heroic revolution that has been abandoned by most forces on the left.

The revolutionary socialists we call to condemn all imperialist interventions, whose sole purpose is to stabilize the regimes of oppression and liquidate the revolutionary dynamic in the Middle East: the popular revolt against al-Assad, the uprising against the sectarian Iraqi government and the struggle of the Kurdish masses for liberation. United States, France, Great Britain, Turkey, Saudi Arabia, Israel and their allies share with Iran and Russia the same ultimate goal, although sometimes appearing to be on opposite sides of the trench.

Part of the international solidarity with the resistance of Kobani is the so-named Global March which has been convened for 1 November, with the endorsement of various personalities, intellectuals, artists and organizations worldwide.

We call on the peoples of the world, and trade unions, students, democratic, anti-imperialist and left organizations to unitary action for the following points:

Long live Kobani’s resistance!

Weapons for Kurdish resistance in Aleppo and Syria against al-Assad!

Turkey to open the border to fighters who want to defend Kobani!

No to imperialist bombing: only the people of Syria and Iraq can defeat the ISIS and eliminate these hated regimes!

International Workers Unity–Fourth International (IWU–FI)

29 October, 2014

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¡Por la aparición con vida de los 43 estudiantes de Ayotzinapa y castigo a los responsables!

Desde los EE UU nos unimos al clamor del pueblo mexicano en su lucha en contra de la impunidad y la represión estatal. Publicamos la siguiente declaración de la Unidad Internacional de los Trabajadores-Cuarta Internacional como parte de la campaña internacional desatada a raíz de la masacre en Guerrero, México. — Núcleo Socialista

Declaración de la Unidad Internacional de los Trabajadores-Cuarta Internacional

El cobarde asesinato  en México de 3 jóvenes normalistas de Ayotzinapa, Guerrero, la desaparición de otros 43 y la muerte de tres personas en medio de la balacera emprendida por la policía municipal, en perfecta coordinación con el grupo de narcos Guerreros Unidos, por órdenes del presidente municipal de Iguala, José Luis Abarca -ahora prófugo-, ha conmovido a la sociedad mexicana y al mundo entero.

No es para menos, pues posteriormente trascendió el hallazgo de varias fosas clandestinas, a donde se dijo por parte de policías y sicarios confesos, fueron arrojados los estudiantes, muchos aún con vida, siendo quemados después de torturarlos. Posteriormente se informó por parte de la Procuraduría General de la República que de acuerdo a pruebas de laboratorio ninguno de los cuerpos hallados correspondía a los estudiantes. ¿Entonces de quiénes son los cuerpos? ¿Y entonces dónde están los normalistas?, son las preguntas que se hace desde entonces la sociedad mexicana.

El hecho no tiene precedentes a pesar de que México es un país donde los asesinatos violentos son cosa de todos los días, llegando a cerca de 100 mil los registrados oficialmente durante la mal llamada Guerra contra el Narco, emprendida por el ex presidente Felipe Calderón y los dos primeros años de Enrique Peña Nieto. Porque ahora ha quedado clara la colusión entre gobernantes y grupos delincuenciales en contra del movimiento social, desde las propias instituciones del estado.

La indignación y el coraje han invadido a todos los sectores, pero particularmente a los jóvenes estudiantes que han emprendido una campaña permanente hasta lograr la aparición con vida de los 43 estudiantes, realizando paros en una multitud de universidades y tecnológicos, incluso privados, así como escuelas de educación media superior, realizando protestas en prácticamente todo el país y casi todos los días. De ahí las masivas movilizaciones que se han registrado.

Tanta fuerza e impacto han logrado, que obligaron al gobernador Aguirre Rivero, del PRD (Partido de la Revolución Democrática), a renunciar a regañadientes, pues venía siendo apoyado incondicionalmente por su partido a nivel nacional, en un acto vergonzoso que lo ha mostrado tal cual es, un partido corrupto al que solo le preocupa mantener sus cuotas de poder, por encima inclusive de un hecho tan abominable. El costo político de esa postura será seguramente demoledor.

Pero no es el único, porque en primer lugar la masacre ha golpeado directamente al gobierno de Peña Nieto, del PRI (Partido Revolucionario Institucionalista) por el silencio cómplice que guardó durante varios días, claves para actuar ante tan grave hecho, dejando escapar por ejemplo al presidente municipal, del que todas las agencias de “inteligencia” del gobierno mexicano ubicaban como un agente del narco.

Tampoco sale bien librado Andrés Manuel López Obrador (AMLO), el principal “opositor” al proyecto de Peña Nieto, a quien en realidad lo mueve el interés de competir nuevamente por la presidencia en 2018 logrando el registro de su nuevo partido, el Movimiento de Regeneración Nacional (MORENA), quien ha sido duramente criticado por la prensa mexicana, por sus estrechos vínculos con quien impulsó la carrera política de Abarca, Luis Mazón, quien todavía hasta ahora es el candidato designado por AMLO al gobierno de Guerrero. Por ello ha guardado un vergonzoso silencio.

La hipócrita critica del imperialismo

Por ello Peña Nieto fue fustigado por quienes hace apenas unas semanas lo enaltecían por sus logros, al imponer una larga lista de 11 contra reformas, donde destaca la energética, que abre la industria petrolera y eléctrica a las transnacionales, además de abaratar aún más la mano de obra de la clase trabajadora mexicana. En un hecho inusual el gobierno imperialista de Obama, la Unión Europea, distintos gobiernos latinoamericanos y otros, exigieron la clarificación de los hechos, criticando la omisión de su gobierno.

Crítica más que hipócrita, pues aunque amenazaron con romper los acuerdos comerciales que sostienen con México, no pasó de ser una amenaza, pues por supuesto que no dejarán pasar la oportunidad de explotar el petróleo mexicano y aprovechar la oportunidad de oro que les abre el gobierno de Peña Nieto, a pesar de ambas masacres.

La descomposición del estado capitalista

Desde hace largos años el estado mexicano ha sido infiltrado por los poderosos grupos de narcos, secuestradores y asesinos, quienes han estado extendiéndose en todo el país, bajo la complicidad de los gobernantes, a cambio de enormes cantidades de dólares corruptores que han proliferado entre las distintas instituciones. Jueces, militares, gobernadores, policías, e incluso presidentes se han doblegado con los jugosos cañonazos económicos, favoreciendo a distintos grupos delictivos.

Pero eso ha dado un salto, pues los grupos delictivos han decidido tomar directamente el control gubernamental en distintos niveles, particularmente en estados que son clave para su jugosos negocio, como el corredor que nace en el puerto de Lázaro Cárdenas en Michoacán, donde llegan los enormes cargamentos desde China de precursores de metanfetaminas para el procesamiento de las drogas. De ahí que el gobierno de ese estado (gobernador del PRI), ahora está comprobado, fue garante del tráfico de esas sustancias esenciales para los grupos delictivos quienes controlaban el puerto.

Y Guerrero es un estado vecino desde donde se puede garantizar el paso de las enormes cargas, siempre y cuando se tengan los mecanismos estatales para garantizar su paso. Ese es el fondo del caso del asesinato masivo de jóvenes normalistas, quienes osaron interrumpir el “informe” de la esposa del presidente de Iguala: Ángeles Pineda Villa, como presidenta del instituto gubernamental Desarrollo Infantil de la Familia (DIF), una de las “tradiciones” en México de los distintos gobernantes, pero que en este caso estaba señalada como la clara sucesora en la presidencia que ostentaba su esposo, se trataba de defender la continuidad del llamado narcogobierno.

Pero los hechos son de tal gravedad que provocaron un vuelco en la situación abriendo una grave crisis política, generando una enorme movilización que en el caso del estado de Guerrero ha llegado a niveles de una semi insurrección, que se expresan en el paro encabezado por la Coordinadora de Trabajadores de la Educación de Guerrero, que había realizado importantes movilizaciones contra la contra Reforma Educativa, impuesta por Peña Nieto, y ahora han tomado 22 alcaldías, apoyadas por amplios sectores de la población. Son ellos, junto con los familiares de los asesinados y desparecidos quienes deben asumir el esclarecimiento de los hechos, así como las tareas de gobierno en el estado de Guerrero, ante la putrefacción de todos los partidos patronales integrantes del actual régimen y del gobernador sustituto.

El estado capitalista en México está tocando fondo, demostrando que no brinda ninguna alternativa real para la población, exhibiendo su creciente dependencia tanto del imperialismo y de la delincuencia organizada para quienes gobierna. De ahí la necesidad de la búsqueda de nuevas alternativas, que necesariamente deberán surgir de los sectores en lucha.

Por eso la lucha central por la aparición con vida de los 43 estudiantes y el castigo a los culpables debe ir unida a la lucha ¡por derribar la contra Reforma Educativa impuesta por el gobierno de Enrique Peña Nieto!, que pretende privatizar la educación y desaparecer las normales rurales, así como el resto de sus contra reformas por lesionar gravemente los derechos laborales, sociales y culturales de toda la población. En la perspectiva de un cambio de fondo que solo podrá venir por un gobierno obrero, campesino y popular que acabe con el actual régimen corrupto, al servicio de los grandes capitalistas, incluidos los grupos delictivos, que termine con la actual crisis, abriendo mejores condiciones de vida para la población, terminando con la corrupción y entrega de los principales recursos.

En este marco, de una ampliación movilización de masas en México, la UIT-CI se suma a la exigencia de la juventud mexicana, de exigir la aparición con vida de los 43 normalistas desaparecidos, “Vivos se los llevaron,Vivos los queremos”,como la primera tarea urgente, sumándose a la convocatoria a una nueva Jornada Internacional de protesta, para el próximo 5 de noviembre, llamando a las organizaciones políticas sindicales y juveniles del mundo a impulsar unitariamente actos y protestas en las embajadas de México , exigiendo:

¡Aparición con vida de los 43 normalistas de Ayotzinapa!

¡Por una investigación independiente de esos graves hechos, a cargo de los propios normalistas, del magisterio y sectores populares de Guerrero!

¡Castigo a los responsables, empezando por el presidente municipal José Luis Barca y su esposa, el ex gobernador con licencia Ángel Aguirre Rivero y los policías estatales y municipales que atacaron a los estudiantes!

Unidad Internacional de los Trabajadores, Cuarta Internacion (UIT-CI)

 30 de octubre de 2014

 

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